Eu tenho o tempo,
Tu tens o chão,
Tens as palavras
Entre a luz e a escuridão.
Eu tenho a noite,
E tu tens a dor,
Tens o silêncio
Que por dentro sei de cor.
E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam as pontes entre nós.
Eu tenho o medo,
Tu tens a paz,
Tens a loucura que a manhã ainda te traz.
Eu tenho a terra,
Tu tens as mãos,
Tens o desejo que bata em nós um coração.
E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam as pontes entre nós.
Pedro Abrunhosa
3 comentários:
Uma bonita canção esta.
Lembra-se dos Jáfumega? Tinham uma canção que dizia às tantas ' A ponte é uma passagem para a outra margem '.
Atravesse-se a Ponte... sempre.
As pontes não são apenas passagem para a outra margem.
Salvador, claro que lembro e, mesmo para quem não é da época, sempre tem o you tube...rsrs
Paulofski a sua "passagem" tem fotos magníficas. Ficam muito além da minha...se bem que não foi fácil pegar a ponte sem carros...rsrs
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