janeiro 12, 2010

O País é Lisboa

Sem querer ser bairrista ou acérrima defensora das diferenças entre o norte e o sul deste rectângulo à beira mar plantado, não posso, porém, conformar-me com a crescente deslocação dos centros de decisão para a capital.
Tenho, como qualquer um de vocês, vários exemplos destas situações.
Algumas chegam a ser ridículas
Como tratar de um processo de um acidente de viação, junto de uma seguradora. O acidente ocorre no norte do país, o contrato de seguro foi feito no norte, mas toda a documentação relativa ao sinistro está em Lisboa...
Uma escritura de compra e venda de um imóvel aqui do norte, comunicada à repartição de Finanças da respectiva freguesia...do norte...é arquivada nos serviços centrais...em Lisboa. Qualquer assunto relacionado com a mesma, temos que tratar com Lisboa...
Mais caricato ainda. Tenho conta bancária, na Caixa Geral de Depósitos numa agência ao lado do meu escritório. Em Dezembro dei instruções, por escrito, para procederem ao pagamento de determinadas despesas, por transferência bancária. O que, inclusive, já foi feito este mês. Sucede que ontem ligaram-me de...Lisboa...para confirmarem se tinha dado autorização...
Vamos longe com Lisboa aqui ao pé...

6 comentários:

Carlos Alberto Silva disse...
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JLR disse...

Lisboa menina e moça :) Gosto de Lisboa que não tem culpa nenhuma deste centralismo do Estado, mas como o Estado somos todos nós temos de mudar isto.

Tentativas Poemáticas disse...

Olá Vera
Vim visitá-la, finalmente.
Despertou-me interesse o tema da sua publicação.
Destruíram totalmente a carrinha do meu filho durante uma noite de Sexta-feira em Torres Novas.
Foi considerada perda total e a seguradora solicitou por carta e sms todas as chaves existentes.
Tive de fazer como o cigano, ou seja: gritar com o senhor gestor da companhia porque precisavam de retirar a viatura da oficina para onde foi transportada para ser avaliada. Mas o processo ficou parado porque as referidas chaves estariam em trânsito para o Porto. E tive de gritar-lhe: - Em trânsito? Naquele carro eléctrico que ali vai a passar? Afinal as chaves ainda estavam em Alferragide e dispus-me a ir lá buscá-las. Mas, como gritei lá resolveram telefonar para Alferragide, evitando, assim, que as chaves seguissem para o Porto. E consegui a indemnização no prazo de uma semana. Afinal, ainda resulta GRITAR, porque até tive direito a um pedido formal de desculpas.
Abraço, amiga.
António

tossan disse...

Lisboa centralizada! Não sabia disso, graças a você fiquei ciente. Belo desabafo. Beijo

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Apesar de viver em Lisboa, este centralismo irrita-me bastante mas, como diz o comentador precedente, Lisboa não tem culpa e nós é que temos de fazer alguma coisa para mudar as coisas.

paulofski disse...

Vivemos na considerada segunda cidade do país e no entanto é como só existisse uma cidade em Portugal e quanto ao resto apenas uma bela paisagem.