março 09, 2009

Inaugurações em Miguel Bombarda


Sábado foi dia de inauguraçoes em Miguel Bombarda.
Não só nas galerias, mas também a inauguração do troço pedonal.
Da autoria do Arqº Oliveira Dias com pinturas de Ângelo Sousa.
Aqui ficam alguns registos. Alguns Mirós que lá encontrei.

Lita Mora

Rui Sanches

Intervenção de Rua

Óscar Niemeyer


Um Miró de Óscar Niemeyer, em Miguel Bombarda
Sábado, 7/Março/2009, às seis da tarde.

março 08, 2009

No dia que é o nosso


Hoje, eu e 8 amigas fomos tomar chá à Foz, ao 66 da Avenida Brasil.
Para comemorar um dia que é o nosso. Como nossos são todos os dias.
Porém, hoje, todas fizemos um esforço para nos reunirmos.
E, por isso, já valeu a pena festejar o nosso dia!

março 07, 2009

O Principe, a Rosa e o Taj Mahal


Recordo aquele dia em que fui à casa da Rosa. Uma casa nova construída sobre uma casa de campo, muito antiga.
Daquelas casas de aldeia do início do século passado.
Não era a casa de sonho dela. É certo.
Ela até tinha um terreno excelente, no centro da freguesia, para construir a casa dos seus sonhos.
Um terreno que, segundo ela, dava até para construir duas casas de quatro frentes.
Mas decidira fazer a vontade ao marido. Era a casa onde ele tinha nascido. A casa dos pais. E ele tinha muito gosto nela.
Ele gostava daquela casa como um princípe gosta do seu palácio.
Ela detestava a casa. O buraco onde estava implantada e a falta de condições da mesma.
Mas a Rosa, pelo seu Princípe, fez dessa casa o seu Palácio.
E com as economias de uma vida inteira de sacríficios, lá foi construindo passo a passo o seu Palácio.
Cada tijolo, ali colocado, cada parede, cada detalhe foram feitos pelas mãos da Rosa e do seu Princípe.
Anos e anos sem férias, anos e anos de trabalho a ocuparem os momentos de lazer na construção da sua casa.
Todas as economias estavam ali. No chão que se pisava, nas guarnições das portas e das janelas, nas louças, na cozinha.
Os cortinados pagos com as gorjetas de motorista de longo percurso. Quando o seu Princípe levava as pessoas a viajar, por essa Europa fora, Paris, Amesterdam, Madrid. Sim, porque ele chegava a ganhar mais com as gorjetas do que de ordenado.
Pagavam muito mal e ele andou nessa vida mais de 30 anos. Afastado dos seus, por longos períodos de tempo.
Mas dessas viagens trazia sempre boas gorjetas, depois de descontado o valor do presente que sempre comprava para a Rosa.
É que a Rosa colecciona perfumes. Tem dezenas de perfumes. Intactos. Não os usa, porque não sai. Mas ela adora. Os frascos, a cor, o cheiro se calhar também. Tem todos numa vitrine, especialmente adquirida para o efeito.
Dizia-me a Rosa, no dia em que fui a casa dela, que agora, aproximando-se a reforma, o que queria era um tempinho para dar uns passeios com o seu Princípe. Que adorava viajar, mas nunca tinha ido a lado nenhum.
A reforma chegou. Agora. Este ano.
O seu Princípe morreu hoje, sábado, às seis da tarde, no IPO.
O seu Principe era o meu Querido Primo Manuel.